O Som e a música …

Janeiro 31, 2010

Vamos conhecer um pouco Filipe Henriques, ou como eu o gosto de chamar José Henriques.

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José Henriques é o Sonoplasta de muitas telenovelas que o público português vê. Mas é ao mesmo tempo também um excelente: realizador, compositor, e músico.

É um grande amigo meu e um grande profissional! O Filipe Henriques como gosta de ser chamado, já encatou com as suas realizações cinematográficas. Gosta de temas sociais e tal como eu gosta de um cinema multicultural.

Como Director de som, ele foi o responsável pelo alinhamento musical e sonoro de As Maltratadas, conduziu e dirigiu todo o processo sonoro desde o ínicio da produção do filme. Compôs uma música que era destinada ao seu filme, o nome da música”Drama Queen”, mas em vez de a colocar no seu filme, teve um gesto de grande generosidade e amizade que me emocionou, ofereceu-ma em exclusivo para colocar no filme “As Maltratadas”, vai pautar um dos momentos mais altos da narrativa, “a cena do quarto verde” como entre a equipa chamamos. Obrigada!

Zé, que Deus te dê a fama que tú tanto mereces!

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O Natal quando chega é para todos!

Dezembro 17, 2009

 

Não envio postais de Natal, nem dou prendas a ninguém em particular, se o fizesse estaria a particularizar o Natal e isso deixa-me triste.

Então, como não tenho capacidade de o fazer a todos os seres humanos que existem na terra, que era o que eu gostaria, aqui fica, de uma maneira modesta e global os meus votos Natalícios.

A todos, eu desejo um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo, a todos mesmo, àqueles que não me conhecem, a quem gosta de mim e a quem não gosta. Trago para todos um coração cheio de Amor e de muita Paz. Que a Luz deste Natal ilumine os vossos caminhos e que a realidade seja sempre bela e perfeita, que as coisas que não gostamos sejam apenas ficção, tenhamos o poder de as desligar quando quisermos… Sintam as novas e lindas mensagens do Universo, deixem que um pouco de silêncio os circunde e sem reflexões, apenas sintam o que o Natal traduz, a renovação, o nascimento do Divino dentro de cada um de nós, a abundância e o saciar de tudo o que faz falta nas nossas vidas, no silêncio encontramos o que precisamos, quando digo silêncio digo escutar-nos, saber o que nos faz falta e depois entregamos esses pedidos ao Espírito do Natal, como quem acredita que alguém cheio de bondade, nos vai ofertar  os nossos maiores sonhos - presente.  

 

Cena 1

Interior – Dia de Natal

Cada um de nós e os que mais amamos, juntam-se todos perto da chaminé, a abrir os presentes.

 As mãos apressadas abrem os presentes.

Cada um recebe aquilo que deseja e merece.

FIM

Feliz Natal!

 AC

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As Maltratadas em Montreal!

Agosto 30, 2009

Ontem à noite foi a estreia mundial de As Maltratadas no festival de cinema de Montreal.

Na sala de cinema numero 9 do Quartier Latin, as 19h10 hora local, já estavam pelo menos 100 pessoas sentadas, algumas chegavam com bilhetes comprados na bilheteira do andar de baixo, eu estava acompanhada da apresentadora , falavamos daquilo que iriamos apresentar. Eu sentei-me numa das cadeiras da sala, a apresentadora falou um pouco e chamou-me para falar sobre As Maltratadas, expliquei em poucas palavras não só o filme como o projecto e o contibuto que queremos dar contra a violencia doméstica e tráfico de mulheres. A sala nesse momento estava cheia, mais de cem pessoas, agradeci a todo o público e a todas as pessoas que possibilitaram este projecto ter florescido, no intimo Deus sabe a quem também agradeci!

Sentei-me como um comum espectador, abstrai-me e olhei para o filme, mas, sem antes achar piada ao facto da minha cozinha estar a ser visionada por mais de cem desconhecidos. Arrepiei-me com a profundidade da performance dos actores e com a música que o José Henriques escolheu para o filme. Lembrei-me novamente das filmagens e da familia coesa e unida que por 9 dias deram o seu melhor para me ajudar a concretizar as imagens que à muito pairavam na minha cabeça e que em conjunto passaram do papel para o cinema. Ouvi o Sergio Araujo a dizer “five minutes”, O director de fotografia, o meu querido amigo Erick, a dizer set, e eu a projectar um pouco de fúria gritava:Action!…Cut…e o nosso produtor Enzo Lamblet…Print?

E ali estava eu, a olhar para o grande ecran…As Maltratadas chegavam ao fim, a canção dos Delfins “O som e a fúria ” imperava sobre um silêncio absoluto.  Os créditos passaram até o ecran ficar todo  a preto, na canção que os acompanhavam, Miguel Angelo disse “Não”, é verdade, violência, não queremos nada disso! O filme chegara ao fim, de repente a audiencia aplaudiu entusiasticamente !

Que audiencia calorosa!

 A organização do festival também foi muito carinhosa ao colocar os poster´s de As Malltratadas em lugares de destaque. Fiquei supreendida! 

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As Maltratadas vai ser mais uma vez projectada na próxima segunda-feira, depois até ao próximo festival!

Que vai ser na Irlanda.

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As Maltratadas no Festival des Films du Monde

Agosto 16, 2009

É com muita satisfação que anuncio que As Maltratadas fazem parte da selecção oficial do Festival de Cinema de Montreal, accu_logona secção FOCUS ON WORLD CINEMA, este festival prestigiante, conta com dois filmes portugueses A religiosa portuguesa e As Maltratadas, ambos selecionados para a mesma secção. Nesta secção As Maltratadas fazem parte de um grupo de 70 curtas metragens e 106 longas metragens.

O Festival decorrerá desde 27 de agosto a 7 de Setembro.

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“As Maltratadas” no IMDB e foi selecionada para os festivais internacionais da Irlanda e África do Sul

Agosto 10, 2009

Meus caros,

A curta metragem “As Maltratadas” já está representada no Imdb, assim como já têem uma página individual todos os técnicos e elenco que nela participaram! AGRADEÇO A TODOS,MAIS UMA VEZ QUE MOSTRARAM QUE É POSSIVEL FAZER BONS PROJECTOS CINEMATOGRÁFICOS  EM PORTUGAL! E como prova disso é que As Maltratadas já foi selecionada para 3 festivais: Irlanda, Montreal e Africa do Sul.

Agora deixo-vos com um texto escrito por um amigo a prepósito da sua participação no filme , que escreveu umas linhas muito simpáticas- Miguel Mariano (Editor,colorista,critico de cinema):

 

“A minha experiência neste filme começou com um convite para me juntar a “um filme de  uma realizadora vinda da América”. Mal sabia eu que este seria o ponto de partida onde tudo o que poderia acontecer na minha vida dentro do audiovisual…aconteceu. Neste filme tive a oportunidade de trabalhar com pessoas de várias culturas (Portugal, Brazil, E.U.A., Catalunha) e de inúmeras  capacidades técnicas (sonoplastia, caracterização, performance, etc).

Só por estes dois pontos (várias culturas e técnicas envolvidas) presentes na produção, foi só por si uma experiência muito enriquecera para a minha pessoa, onde aprendi muito a nível pessoal e técnico. Mas há também a acrescentar os temas (violência doméstica e trafico de mulheres), que sendo cada vez mais pertinentes são também, infelizmente, cada vez mais recorrentes, segundo notícias que nos chegam todos os dias.

O facto de Ana Campina juntar a técnica e teoria cinematográfica como ‘veículos’ para carregar a mensagem para denunciar estes temas que afligem milhões de mulheres em todo o Mundo é de louvar. Isto também implicou, dentro do cargo que ocupei no filme como editor de vídeo, que o meu trabalho de ajudar a Ana Campina moldando a sua visão na forma do filme tivesse uma acrescida responsabilidade.

Responsabilidade essa que abracei sem pensar duas vezes, apesar do desafio: a mensagem deveria passar através das mais variadas componentes audiovisuais (cor, som, sequência de imagens, ritmo das mesmas, etc) sem sacrificar a integridade do filme ao recorrer ao tão visto tipo de filme onde a sua mensagem é ‘esfregada’ na cara dos espectadores que nem um telefilme especial da tarde.

Creio que conseguimos fugir a essa “tentação” através das nuances subtis da cor demonstrando os sentimentos das personagens e o tipo de narrativa que desenvolve no filme; ou por exemplo através do ritmo ‘louco’ na já famosa cena da cozinha que tão habilmente ‘brinca’ com as normas temporais narrativas; ou mesmo ainda na maneira como o filme usa o som habilmente seja através composição acústica que ‘carrega’ e expande a narrativa, mas também pela ausência do som em certas partes do filme, que a meu ver numa bela decisão de realização, ajuda a compor a narrativa.

Por tudo isto, posso dizer que foi um prazer participar nesta “escalada montanha acima” com os seus altos e baixos como todas as produções a têm, onde Ana Campina fez algo ‘hercúleo’ ao juntar uma centena (!) de pessoas numa curta-metragem. Números estes de pessoas envolvidas em produções cinematográficas portuguesas, por norma, só se consegue ver em longas-metragens. Creio que só por isto, já demonstra bem a força do projecto. Agora, todas estas ideias e sensações ficam nas mãos dos espectadores que após o filme terão muito que falar e pensar sobre estes temas, como todo o bom cinema consegue junto das suas audiências.”

Miguel Mariano

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As Maltratadas e The Abused

Junho 26, 2009

Hoje em dia está na moda as pessoas quando querem divulgar ideias, acontecimentos, falarem de si próprias,  escrevem um blog, e eu como pessoa de modas não quis ficar atrás dos outros, mesmo apesar da escrita para mim já ter tido melhores dias, aqui estou eu como “blogger”. Além disso, preciso  falar-vos dos meus filmes, As Maltratadas e The Abused.

Deixem apresentar-me, o meu nome é Ana Campina e sou Realizadora. 

Para o meu último projecto, juntei uma equipa técnica e elenco de três paises diferentes (EUA,Brasil,Portugal) para fazer duas versões do meu filme: “As Maltratadas” e “The Abused”.

 As Maltratadas e  ’The Abused’,  filmadas em duas línguas, portugues e ingles são o meu contributo para que um maior numero  de pessoas não fiquem anestesiadas  perante  a violência doméstica e o tráfico de mulheres. 

Criei um universo em que vários layers se conjugam de modo a criar um ambiente em que por um lado as vitimas vivem numa atmosfera surreal, um pesadelo que está acontecer e que julgam que um dia  vai passar, mas permanecem impotentes, sem conseguirem reagir, sempre com o sentimento de que aquilo não lhes está a acontecer , e por outro os agressores que acham que dominam o mundo, por uma questão de ego e sociopatia violentam as mulheres  sob um ambiente sub-terraneo  que mais parece um circo anárquico. Após apresentação da problemática, o enredo começa a simplificar-se ao demonstrar que uma simples passagem de testemunho de denúncia, a união de várias mulheres e a coragem para renunciar à violencia, pode bastar para resolver um problema como a violência no geral. O ditado quem cala consente é aplicável. E eu não me quis calar, através de clichés que podem parecer ridículos felizmente para muitas pessoas, mas que infelizmente para outros é a realidade cruel quotidiana, fiz com a única linguagem que sei gritar forte contra a violência, para o cinema As Maltratadas e The Abused.

As Maltratadas é uma curta de 15 minutos falada em português, com actores portugueses e brasileiros. E The Abused é outra curta com 25 minutos, com actores americanos, brasileiros e portugueses.

As Maltratadas ficou pronta em Maio de 2009 e The Abused ainda se encontra em fase de pós-produção.

Não sei fazer filmes surrealistas, com universos oníricos, daqueles que cada um imagina o fim! Gostava, mas não sai cá de dentro…Sei fazer filmes realistas, complexos, com personagens frenéticas e bizarras,  reais, esquizofrénicas, mas sempre com finais felizes. E “As Maltratadas” e “The Abused” são disso exemplo. 

Tecnicamente os meus filmes, são muito decopados, toda a acção tem de ser vista de vários ângulos, várias abordagens, vários sons para que o subconsciente do espectador tenha uma certa gula em chegar ao extase final. 

Termino por dizer que As Maltratadas está a ser enviada para festivais de todo o mundo, e há dois dias recebi um email a dizer que já posso colocar no poster e capa do filme, umas folhinhas e no meio a palavra MONTRÉAL WORLD FILM FESTIVAL, pois é  As Maltratadas foi selecionada para o festival de Montreal. E espero sinceramente que seja o primeiro de muitos. Pois como a minha grande actriz Leslie Reis, que embora ainda seja uma linda criança, diz: “O nosso filme é bué da bom!”

Parabéns a todos que me ajudaram a levar este projecto para a frente, basta irem ao site www.asmaltratadas e verem nos créditos quem eles são! Obrigada por acreditarem que a união intercontinental tem muita força. E obrigada meu anjo chamado Douglas Barcellos que enquanto eu for viva, vais estar sempre no meu coração a relembrar que é preciso chegar ao oscar que tu tanto ambicionavas, pelo teu grande desempenho e dedicação, que Deus guarde em paz e abençoe a tua alma irmão espiritual!

Ana Campina

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